A Polícia Civil faz operação nesta quinta-feira (8) contra quadrilha especializada em furto a residências na capital paulista e no interior de São Paulo. São cumpridos 11 mandados de prisão e 27 mandados de busca e apreensão. Sete pessoas foram presas até o momento, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

A Operação Chave Mestra é resultado de investigação do 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), na zona leste.

Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, documentos, joias e outros objetos que podem ser produto de crime.

A investigação começou em 19 de junho após a Polícia Militar abordar quatro homens em um veículo e encontrar pés de cabra, chaves de fenda grandes, luvas, entre outros objetos usados em arrombamentos. Quatro celulares também foram apreendidos na ocasião.

Com a quebra do sigilo telefônico de um dos suspeitos, autorizada pela justiça, a polícia descobriu a existência de uma quadrilha autointitulada "Equipe Quebra Tudo 999".

A investigação conseguiu identificar os membros e suas funções dentro da organização criminosa.

O delegado Alexandre Bento, titular do 42° DP, afirma que a quadrilha atua de forma coordenada, dividida em grupos, e que estudava os imóveis antes de agir, selecionava as residências e planejava a entrada nos locais para furtar objetos de valor.

"Identificamos 11 participantes. Nem sempre todos atuavam em uma mesma ocorrência. Eles se dividiam, mas certamente conversavam entre si para organizar a dinâmica do crime", explicou o delegado.

A atuação da quadrilha foi comprovada em ao menos sete furtos, sendo cinco na capital paulista, um em Americana, e outro em Jundiaí, no interior.

Os sete suspeitos foram presos na zona leste de São Paulo, onde também foi cumprida a maior parte dos mandados de busca e apreensão. Outros dois endereços na Grande São Paulo foram alvos da operação.

Empresa é investigada por receptação

Um dos alvos da investigação, segundo a SSP, é uma empresa de compra e venda de ouro, suspeita de receber os objetos furtados pela quadrilha e financiar as ações criminosas. A Polícia Civil apura a participação do estabelecimento no esquema.

Os presos foram levados ao 42º DP. Os demais investigados com mandados de prisão em aberto são considerados foragidos. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e verificar a participação do grupo em novos crimes.