As aeronaves que atuam no combate aos incêndios florestais no Amazonas estão impedidas de voar neste sábado (17) em razão do excesso de fumaça na região.

Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), as condições de visibilidade impedem as operações nos dois aeroportos utilizados em Manaus.

A expectativa do órgão é de "melhora ao longo do dia, possibilitando a retomada dos voos".

As aeronaves que operam sob regras de voo visual (VFR, na sigla em inglês) estão sujeitas a requisitos mínimos de visibilidade por razões de segurança dos pilotos, explica o Ibama em nota.

No total, a força-tarefa de combate ao incêndio conta com seis aviões Air Tractor, um avião da Defesa Civil estadual, um avião KC-390 e três helicópteros.

Os aviões Air Tractor são utilizados no combate direto aos incêndios florestais com capacidade para lançamentos rápidos e precisos de água. Já o avião KC-390 é empregado no lançamento de água em grandes volumes.

Os helicópteros também são utilizados para lançamento de água, além de transporte de brigadistas e equipamentos.

Cerca de 250 brigadistas atuam em campo em apoio às equipes coordenadas pelo Ibama e demais órgãos federais.

O instituto diz que, desde o início da temporada de incêndios florestais, extinguiu 292 focos no Amazonas e segue atuando no combate a outros oito incêndios ativos.

O número de focos no Amazonas mais do que dobrou neste ano, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O estado teve 7.815 ocorrências de 1º de janeiro a 12 de outubro, aumento de 116% em relação ao mesmo período de 2025.

Há uma semana, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, sobrevoou áreas afetadas pelas queimadas no Amazonas e afirmou que a presença de focos no meio da mata indica a ocorrência de incêndios criminosos.

"Diferentemente dos incêndios que começam em pastagens e se propagam para a vegetação florestal, os focos observados diretamente no interior da floresta indicam a possibilidade de uso intencional do fogo para degradar a vegetação e favorecer o desmatamento posterior", afirmou nota do ministério.

A pasta acrescenta que "as circunstâncias desses incêndios e a eventual identificação dos responsáveis estão sujeitas à investigação pelos órgãos competentes".