Os motoristas e cobradores da antiga Transwolff, empresa que gerenciou durante anos linhas de ônibus da capital paulista e cujo contrato foi rompido pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) por suspeitas de envolvimento com o PCC, entraram em greve nesta segunda-feira (19).
Os trabalhadores cobram da prefeitura e a SPTrans a apresentação de documentos sobre a situação dos depósitos do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço), INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e outros direitos trabalhistas após o fim do contrato.
A greve afeta 34 linhas e prejudica 267 mil passageiros. Segundo a prefeitura, ela foi decretada sem atender a legislação que prevê aviso prévio de 72 horas aos usuários do transporte coletivo público.
Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e a SPTrans informaram que foi solicitado reforço policial para as duas garagens afetadas pela paralisação.
Além disso, o Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionado.
Desde a decretação da caducidade do contrato com a Transwolff, as linhas são administradas e operadas pela SPTrans. A empresa pública afirma que cumpre todos os direitos dos empregados e que os pagamentos de salários e benefícios estão em dia.
Segundo a SPTrans, o plano de saúde para os empregados está em processo licitatório para contratação de fornecedor.
"Enquanto este processo está em andamento, os colaboradores estão recebendo o valor de compensação previsto em acordo coletivo, o que não era cumprido pela gestão da Transwolff", diz nota da empresa municipal.
A SPTrans diz que os depósitos referentes ao FGTS e ao INSS também são feitos integralmente, em juízo, e aguardam deliberação do Judiciário sobre a situação.



