A Polícia Militar baleou dois homens apontados como lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital) durante uma abordagem em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, nesta quarta-feira (21). Ambos morreram no local.

Os homens foram identificados como Vinícius de Jesus, 32, e Alexsandro Calisto Gomes, 40. Eles tinham registros por tráfico de drogas. A investigação tenta confirmar se um deles tem envolvimento com o latrocínio (roubo seguido de morte) de um subtenente da PM em 2023.

Os suspeitos foram baleados após atirar contra a equipe do 11º BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) durante a abordagem, segundo o boletim de ocorrência. A ação aconteceu após denúncia anônima que informou que o carro dos homens transportava armas de fogo.

De acordo com a PM, Vinícius e Alexsandro exerciam a função de disciplina (controle de negócios do tráfico e da gestão de conflitos entre os membros, entre outras atividades) na comunidade do Simioni, área sob o controle do crime organizado na zona norte da cidade —reduto do traficante Almir Rodrigues Ferreira, o Nenê do Simioni, preso em uma penitenciária federal desde 2018.

No interior do carro dos suspeitos, foram apreendidas duas submetralhadoras, uma pistola calibre 9 mm e uma pistola calibre .380. O local onde aconteceu a troca de tiros foi preservado para a realização da perícia.

Após o ocorrido, mensagens passaram a circular em aplicativos com supostas ameaças de retaliação atribuídas ao PCC. Lojas e mercados fecharam as portas, e moradores publicaram, nas redes sociais, relatos die medo.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) não confirma ataques, que, segundo as mensagens, seriam incêndios a ônibus e toque de recolher em bairros da zona norte, como o Simioni. O policiamento foi reforçado na região.

A Prefeitura de Ribeirão Preto informou, em nota, que nenhuma escola teve as atividades suspensas em razão da ocorrência. A GCM (Guarda Civil Metropolitana) também foi mobilizada para reforçar a segurança no entorno.