Nem sempre uma criança ou adolescente consegue dizer diretamente que está sofrendo. Mudanças persistentes no comportamento, no humor, na rotina, nas relações e até na forma de usar a internet podem indicar que algo não vai bem.

Falas de desesperança, autodesvalorização, despedida ou referências à morte e à autolesão também merecem atenção.

As orientações abaixo foram adaptadas de materiais do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, incluindo a cartilha voltada a pais e educadores sobre prevenção do suicídio na internet. O conteúdo reúne sinais de alerta, orientações sobre como agir e caminhos para buscar ajuda. Instituto Vita Aler

Sinais de alerta

- Tristeza persistente ou mudanças bruscas de humor.

- Isolamento da família e dos amigos.

- Perda de interesse por atividades de que gostava.

- Irritabilidade, agressividade ou explosões de raiva.

- Queda no rendimento escolar.

- Cansaço excessivo ou mudanças importantes na rotina.

- Falas de desvalorização, desesperança ou despedida.

- Comentários como "queria sumir", "sou um problema" ou "ninguém vai sentir minha falta".

- Desapego repentino de objetos importantes.

- Tentativas de esconder marcas ou ferimentos no corpo.

- Um sinal isolado não permite concluir que existe risco de suicídio. Mudanças persistentes, intensas ou combinadas merecem atenção.

Sinais no ambiente digital

- Postagens, imagens ou mensagens sobre morte, autolesão ou desesperança.

- Busca frequente por conteúdos relacionados a suicídio ou métodos de autolesão.

- Participação em grupos que incentivam autolesão ou comportamentos suicidas.

- Participação em desafios perigosos na internet.

- Aumento brusco do uso da internet, especialmente durante a madrugada.

- Isolamento repentino ou mudanças na forma de interagir online.

- Nervosismo excessivo quando fica longe do celular ou de outros dispositivos.

O que fazer

- Abra espaço para uma conversa em um momento tranquilo.

- Pergunte diretamente como a criança ou o adolescente está.

- Diante de uma preocupação, pergunte se ele tem pensado em se machucar ou em morrer.

- Escute sem julgamento e demonstre que o sofrimento está sendo levado a sério.

- Evite minimizar a situação com frases como "isso é coisa da idade" ou "você está exagerando".

- Procure ajuda profissional quando houver sinais persistentes de sofrimento.

- Se houver relato de pensamentos ou planos de suicídio, não prometa guardar segredo.

- Mantenha a criança ou o adolescente acompanhado diante de uma situação de risco.

- Restrinja o acesso a medicamentos, produtos tóxicos e outros meios que possam ser usados para provocar ferimentos.

- Em uma situação de risco imediato, procure atendimento de emergência.

O que evitar

- Não tratar o sofrimento como "frescura" ou tentativa de chamar atenção.

- Não debochar nem desafiar a criança ou o adolescente.

- Não reagir com gritos, ameaças, raiva ou punição.

- Não pressionar o jovem a explicar o que sente imediatamente.

- Não prometer sigilo diante de um relato de pensamentos ou planos de suicídio.

- Não retirar completamente o acesso à internet como única resposta a um problema relacionado ao ambiente digital.

- Não ignorar mudanças importantes de comportamento.

Onde buscar ajuda

- CVV (Centro de Valorização da Vida): telefone 188, gratuito e disponível 24 horas. Também oferece atendimento online: cvv.org.br

- SUS: procure uma UBS (Unidade Básica de Saúde) para orientação e encaminhamento.

- CAPS (Centros de Atenção Psicossocial): serviços de saúde mental da rede pública. Para crianças e adolescentes, existem os CAPSi (Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil), conforme a organização da rede local.

- Pronto-socorro ou unidade de emergência: procure atendimento em situações de crise ou diante de risco imediato de suicídio ou autolesão grave.

- Samu: telefone 192, para urgências e emergências médicas.

- Corpo de Bombeiros: telefone 193, em situações de emergência que exijam resgate ou atendimento imediato.

- Polícia Militar: telefone 190, em situações de emergência com risco imediato.

- Disque 100: canal para denúncias de violações de direitos humanos, incluindo situações de violência contra crianças e adolescentes.

- SaferNet: oferece orientação sobre violência, violações de direitos e situações relacionadas à segurança no ambiente digital. Canal de Ajuda da SaferNet

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Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio

Oferece grupos de apoio aos enlutados e a familiares de pessoas com ideação suicida, cartilhas informativas sobre prevenção e posvenção e cursos para profissionais.

vitaalere.com.br -

Abrases (Associação Brasileira dos Sobrevivente Enlutados por Suicídio)

Disponibiliza materiais informativos, como cartilhas e ebooks, e indica grupos de apoio em todas as regiões do país. abrases.org.br