O cacique Raoni Metuktire está com câncer no aparelho digestivo e recebe cuidados paliativos em casa, anunciou nesta segunda-feira (14) o instituto que leva seu nome, dois meses após uma longa internação.
Aos 94 anos, o líder é reconhecido pelos povos indígenas do Brasil como uma referência na luta por seus direitos e pela preservação da floresta amazônica.
O diagnóstico é de "adenocarcinoma pouco diferenciado" e, "considerando sua idade, suas condições clínicas e os elevados riscos de tratamentos agressivos, as equipes médicas indicaram cuidados paliativos", disse o Instituto Raoni nas redes sociais.
O cacique permanece sob uma "estrutura de assistência domiciliar" em Peixoto de Azevedo, município de Mato Grosso, próximo à aldeia amazônica onde vive há décadas.
"Cuidados paliativos não significam ausência de tratamento", mas a busca pela "melhor qualidade de vida possível", afirmou o instituto.
Chefe do povo kayapó, Raoni passou um mês internado em São Paulo após uma cirurgia para tratar uma obstrução intestinal e recebeu alta em julho. Exames posteriores revelaram que a obstrução era causada pelo tumor cancerígeno.
Embora debilitado, o cacique permaneceu ativo até recentemente. Em abril, participou do Acampamento Terra Livre, a maior mobilização indígena do Brasil, que reúne anualmente em Brasília milhares de pessoas para reivindicar os direitos dos povos originários.




