A chuva de granizo que atingiu o Rio Grande do Sul no fim de semana afetou 9.517 pessoas e danificou cerca de 2.200 casas, segundo balanço da Defesa Civil estadual divulgado na tarde deste domingo (27). Uma pessoa ficou ferida, dez estão desabrigadas e 20, desalojadas. Não há registro de mortes nem de desaparecidos.

Santiago, no interior gaúcho, foi o município mais atingido, com 5.000 moradores afetados e cerca de mil imóveis danificados. No sábado (26), o granizo caiu em tal volume que cobriu ruas da cidade e deixou o chão branco.

Em Alegrete, na fronteira oeste, foram 2.000 pessoas afetadas e 700 casas danificadas. O município concentra o único ferido e os dez desabrigados registrados pela Defesa Civil. Capão do Cipó e Catuípe, nas missões e no noroeste, somam 820 e 800 afetados, respectivamente.

A tempestade chegou ao estado pela fronteira oeste na tarde de sábado. Barra do Quaraí registrou granizo, e Uruguaiana foi atingida por um temporal no início da noite.

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a Climatempo e a Defesa Civil já haviam emitido alertas de instabilidade entre sexta-feira (25) e esta segunda-feira (28). Segundo os órgãos, uma área de baixa pressão entre o norte da Argentina e o Paraguai empurra ar quente e úmido para o Rio Grande do Sul, o que favorece a formação de tempestades.

Para este domingo, a Defesa Civil alertou para granizo de grande porte e rajadas de vento acima de 90 km/h na campanha e nas regiões oeste, missões, noroeste, norte e centro. O calor persiste no norte do estado, com máxima de 35°C em Horizontina, enquanto o extremo sul tem temperaturas mais amenas, com mínima de 12°C no Chuí.

Na segunda, o tempo segue instável. A chuva acumulada entre sábado e segunda pode superar 200 mm na campanha e no oeste, com volumes acima de 170 mm em apenas 24 horas nessas regiões.