Com o aumento do volume de água no rio Iguaçu, a concessionária que faz a gestão do Parque Nacional do Iguaçu retirou nesta terça-feira (13) as grades da passarela que leva os turistas para mais perto das Cataratas, principal atração do local.
O parque fica na cidade de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Segundo a concessionária Urbia+Cataratas, a retirada das grades é uma medida preventiva para garantir a livre passagem da água e melhorar a fluidez do rio. A medida atende a um protocolo de segurança ligado à vazão da água.
Por conta das chuvas que atingem o Paraná nos últimos dias, a vazão do rio Iguaçu nesta terça-feira (13) chegou a 10,5 milhões de litros de água por segundo. O pico foi registrado na manhã de segunda-feira (12), quando a vazão atingiu 11,8 milhões de litros por segundo, o maior volume registrado no ano de 2026.
A previsão é que a vazão do rio Iguaçu possa atingir 13 milhões de litros por segundo nas próximas horas. Normalmente, sem excesso de chuva ou de falta de chuva, a vazão fica em 1,5 milhão de litros por segundo.
Pelo protocolo de segurança, a retirada das grades é feita sempre quando a vazão está entre 9 milhões e 12 milhões de litros por segundo, com tendência de alta. A última vez que a grade precisou ser retirada foi em outubro de 2023. O piso da passarela, sustentado por uma estrutura de concreto, não é retirado.
Outras medidas de segurança já foram adotadas. No domingo (11), a passarela das Cataratas foi interditada, impedindo o acesso de turistas. A interdição da passarela acontece quando a vazão ultrapassa 8,5 milhões de litros por segundo e apresenta tendência de aumento.
Na segunda, o Circuito São João e o Espaço Usina também foram fechados preventivamente. O mobiliário do Espaço Usina foi retirado para evitar danos. A Trilha das Cataratas permanece aberta à visitação, mas o mirante inferior do Espaço Naipi está interditado.
O Parque Nacional do Iguaçu é reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco.




