A Polícia Civil faz novas perícias nesta sexta-feira (11) na casa onde Larissa da Cruz Morata, 29, foi encontrada morta em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Os exames incluem uso de luminol e reconstrução em 3D de cômodos do imóvel onde ela vivia.
Na quinta-feira (10), a polícia cumpriu mandado de busca na casa de Thamires Costa Mathias, irmã do soldado Vinícius Costa Silva, que está preso sob suspeita de autoria da morte. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a irmã agora é investigada no caso. O PM nega o crime e a irmã diz colaborar com a polícia.
Larissa, técnica de radiologia, foi encontrada morta com um disparo na cabeça na suíte do quarto do casal. A polícia investiga se ela foi vítima de feminicídio ou se tirou a própria vida, como afirma o PM. As novas perícias buscam esclarecer as circunstâncias da morte.
O luminol pode revelar vestígios de sangue que não são visíveis a olho nu. Já a reconstrução em 3D permite reproduzir o cenário encontrado no local e auxiliar na análise da dinâmica do caso.
A irmã do policial se apresentou espontaneamente à polícia na tarde desta quinta, entregou o celular para análise e forneceu a senha de acesso. A defesa se colocou à disposição dos investigadores.
Em depoimento anterior, Thamires afirmou que estava na residência no momento da morte e disse ter ouvido um barulho. O filho de Larissa e Vinícius também estava no imóvel. Cinco familiares da vítima foram ouvidos durante a investigação até aqui.
Também na quinta-feira, o laudo necroscópico de Larissa foi juntado aos autos. O exame apontou 17 lesões pelo corpo da vítima, entre elas marcas arroxeadas nas mãos, nos pés, nos joelhos, na perna esquerda e no quadril. Também foi registrada uma escoriação no pescoço.
O legista identificou ainda diversos fios de cabelo soltos presos à calça de Larissa, sem manchas de sangue. O documento não informa como nem quando as lesões foram produzidas. A polícia ainda apura se existe relação entre as marcas e a morte e pode solicitar informações técnicas complementares.
O laudo também descreveu a trajetória do disparo. O projétil entrou pela região temporal esquerda, transfixou o crânio e seguiu de trás para frente e da esquerda para a direita. A trajetória foi um dos elementos considerados pela polícia ao pedir a prisão temporária de Vinícius.
Responsável pela investigação em Embu das Artes, a delegada Bruna Caracho Crippa afirmou haver "dúvida razoável" sobre a hipótese de suicídio.
Vinícius está preso temporariamente desde segunda-feira (7). A defesa do PM, representada pelo advogado Roberto Montanari, afirmou que ele "desde o primeiro momento relatou às autoridades que Larissa tirou a própria vida".



