Um suspeito de ajudar na fuga do atirador que atentou contra o tenente Ronickson Pimentel morreu após ser baleado por policiais da Rota nesta sexta-feira (30), na zona leste de São Paulo. A PM afirma que houve troca de tiros.
Com mais essa morte, chega a oito o número de óbitos em ações policiais durante as buscas pelos envolvidos no atentado contra o tenente.
De acordo com a corporação, equipes da Rota foram a uma casa na rua das Catileias, na Vila Jacuí, após receberem denúncia sobre a localização de um homem procurado pela Justiça.
A PM afirma que os agentes foram recebidos a tiros e revidaram. Jeovane Junior da Silva, conhecido como Juninho, foi socorrido e levado a um pronto-socorro da região, mas morreu.
Silva tinha mandado de prisão por homicídio e organização criminosa. A reportagem não identificou defensores do investigado.
Investigações das polícias Civil e Militar apontam Silva como suspeito de auxiliar na fuga de Hércules da Costa Siqueira, o Golias, autor dos disparos contra o tenente, de acordo com as autoridades policiais. A prisão preventiva de Silva havia sido decretada em setembro.
Em julho, o governo paulista anunciou uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levassem à localização e à prisão de Siqueira.
O ataque
O tenente foi baleado na cabeça em 27 de junho, quando estava de moto e parou em um semáforo na avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Ele esrava de folga e havia acabado de sair de uma academia.
Dois homens em outra motocicleta se aproximaram e atiraram. O veículo usado pelos autores dos disparos foi abandonado na rua Roberto Koch, na Vila Independência, em São Paulo, a cerca de cinco quilômetros do local do atentado.
Pimentel foi levado ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, onde passou por uma cirurgia neurológica de emergência para descompressão e controle de uma hemorragia na região posterior do cérebro. A família não autoriza mais a divulgação do estado de saúde do tenente.
O ataque contra Pimentel foi planejado, com estudo prévio de horários e locais, divisão de tarefas e veículos de apoio, conforme a investigação. Uma decisão judicial apontou indícios de uma ação complexa, com vários envolvidos em funções distintas.
O tenente é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos, em 2008, pelo ex-namorado Lindemberg Alves. Ela foi mantida em cárcere privado por mais de 100 horas em um apartamento em Santo André, no ABC paulista.



