Nativa do sudoeste da África, a suculenta colar-de-pérolas (Senecio rowleyanus) é muito cultivada como planta pendente em vasos. O formato esférico de suas folhas minimiza a perda de água por evaporação, enquanto pequenas "janelas" facilitam a entrada da luz solar.
A seguir, Bárbara Sales, bióloga especialista do Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), explica como fazer o cultivo.
Luz
A planta gosta de meia-sombra ou luz filtrada intensa. Vai bem em um local onde receba uma ou duas horas do sol suave da manhã. O sol forte e direto queima as "pérolas", e a sombra excessiva faz com que elas fiquem espaçadas, pequenas e alongadas.
Rega
Deve ser moderada. Regue apenas quando as esferas perderem o brilho ou murcharem.
Prefira irrigar pela base do vaso. Coloque o recipiente (que deve ter furos de drenagem) dentro de uma bacia ou prato fundo com água limpa. Espere de 15 a 30 minutos para que a água suba pelo substrato. Após notar que a superfície do substrato ficou levemente úmida, retire o vaso e deixe escorrer todo o excesso de água antes de devolvê-lo ao local.
Ao regar por cima, a água costuma empoçar nas pérolas que ficam apoiadas no substrato, favorecendo a proliferação de fungos.
Adubo
Para uma adubação orgânica, aplique a cada dois meses extrato de húmus líquido bem filtrado e diluído. Para a química, é possível utilizar todo mês um fertilizante solúvel para cactos e suculentas, diluído pela metade da dose recomendada.
Adube durante a primavera e o verão, suspendendo no outono e no inverno.
Dica
O substrato deve ser permeável e leve. Uma boa opção é misturar uma parte de terra vegetal, uma de perlita e uma de casca de arroz carbonizada ou areia grossa.
A floração ocorre predominantemente entre o final do inverno e a primavera. As flores são pequenas, brancas, sem pétalas evidentes. Parecem pequenos pompons e exalam um aroma que lembra muito canela e cravo-da-índia.
Como tem componentes tóxicos, a planta deve ser mantida fora do alcance de crianças e animais de estimação.
