A motorista de aplicativo Pâmela Letícia Nolastro Cunha, de 29 anos, foi encontrada morta em uma área rural de Piratininga, no interior de São Paulo, após ser considerada desaparecida pela família.
Ela sumiu na quarta-feira (7) após encerrar o transporte de um passageiro até o Museu do Café. O corpo foi encontrado nesta quinta-feira (8), com marcas de violência.
Antes disso, o carro dela havia sido localizado em um bairro de Bauru, a 30 km de distância. Havia marcas de sangue no veículo, segundo a polícia.
Antes de desaparecer, a vítima mandou a localização e mensagens para um grupo de amigos, também motoristas, dizendo que estava no Museu do Café esperando o passageiro pagar a conta. Segundo as mensagens, o homem estava com dificuldade de acessar o aplicativo bancário.
A Polícia Civil investiga o caso desde o registro de um boletim de ocorrências pela família de Pâmela.
A prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (PSD), lamentou a morte e defendeu mudanças na legislação para punir os autores de feminicídios.
"Era uma jovem trabalhadora, com tantos sonhos ainda por realizar, que teve sua vida interrompida de forma tão cruel e covarde", disse. "É preciso que o Congresso Nacional reveja e coloque em pauta leis que, de fato, punam com severidade os criminosos e garantam proteção maior às mulheres".
Pâmela deixou os pais, irmãos e uma filha.



