A quantidade de pessoas mortas por intervenção policial no estado de São Paulo recuou no terceiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período no ano passado.
Foram 172 casos do gênero em território paulista de julho a setembro deste ano, frente a 194 registros no mesmo intervalo de tempo em 2025. São 11,3% a menos em 2026.
Os números consideram mortes ocasionadas por policiais civis e militares tanto de folga como em serviço.
Os dados do trimestre foram divulgados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta quinta-feira (29). A retração ocorre também para o acumulado geral.
A maioria dos casos se concentra na PM. Das 172 ocorrências registradas no terceiro trimestre, 166 envolvem a corporação militar e outras seis, a Polícia Civil.
O estado registrou 559 mortes por intervenção policial nos primeiros nove meses do ano passado. No mesmo período deste ano, por sua vez, foram 528. Em números percentuais, são cerca de 5,5% a menos.
A queda ocorre ao mesmo tempo em que a gestão Tarcísio é cobrada para reduzir os índices de letalidade policial na esteira de casos considerados alarmantes por especialistas.
No último deles, em 15 de outubro, uma mulher que carregava uma faca foi morta com um tiro na cabeça disparado por um policial militar na rua Coronel José Rufino Freire, Parque São Domingos, zona norte de São Paulo.
Como mostrou a Folha nesta quinta, as polícias de São Paulo registram uma morte por intervenção do Estado a cada 12 horas e 13 minutos.
Os indicadores estão em alta desde o início do atual governo após registrarem queda histórica durante a gestão João Doria (de 2019 a 2022), que implementou a política de câmeras corporais na PM.



