O Tribunal do Júri condenou nesta terça-feira (6) um corintiano pela morte do palmeirense Guilherme Vinicius Jovanelli na Batalha da Inajar de Souza, briga entre torcidas em março de 2012 que marcou o futebol de São Paulo.
Carlos Roberto de Britto Junior, o Neguinho, foi condenado a 16 anos e 4 meses em regime fechado por homicídio doloso (quando há intenção de matar).
Mário Batista, o Magoo, foi condenado por rixa (briga generalizada), mas ficará em liberdade pela prescrição do crime.
Ao longo do processo, eles negaram envolvimento no crime e premeditação da briga. Cabe recurso da decisão.
Outros oito corintianos que eram réus no processo foram absolvidos a pedido do Ministério Público. Todos os acusados acompanharam o julgamento no plenário do fórum da Barra Funda, na zona oeste.
O júri transcorria desde a segunda-feira (5). Foram ouvidas cinco testemunhas, entre elas a delegada Margarete Barreto, que investigou o caso, um policial militar que atendeu a ocorrência, o proprietário de uma empresa de ônibus e outras duas pessoas que estavam no momento da confusão e são protegidas pela Justiça.
André Alves Lezo, 21, e Guilherme Vinicius Jovanelli, 19, o Zulu, foram mortos com golpe de barras de ferro na cabeça durante uma briga na avenida Inajar de Souza, na zona norte. Ninguém foi condenado pela morte de André.
Barreto confirmou que a morte de Lezo e Jovanelli seria uma retaliação pelo homicídio em agosto de 2011 do corintiano Douglas Karin Silva. Segundo ela, teria havido envolvimento direto de um dos irmãos de Lezo.
"Não existia mocinho e bandidos", ao dizer que os Gaviões da Fiel e a Mancha Alvi Verde tinham conhecimento que uma briga poderia ocorrer a qualquer momento.
Passada a fase dos corintianos, a Justiça se prepara para julgar nove palmeirenses pela mesma briga. Eles respondem em liberdade pela acusação de associação criminosa.



